WiMAX internet via radio de longa distancia..
Aos Amigos está marcado para a próxima segunda
feira, leilão sobre o serviço de banda larga via radio conforme edital da
Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações),
Como ainda não foi regulamentado este serviço, os
existentes hoje, são provedores de Internet que hoje prestam serviços com
freqüências de uso livre, mas que não têm qualidade tão boa. e com as novas
freqüências a serem liberadas, essas empresas menores podem e devem melhorar e
atender o quadro de clientes já existente e ampliá-lo.
Ésta é uma briga que ao que parece vai longe
procure entender:
Segundo os especialistas, a falta de concorrência poderia gerar preços maiores
e serviços não tão eficientes.
As telefônicas se defendem e dizem que querem ter acesso à nova tecnologia sem
qualquer restrição.
O leilão desperta grande interesse porque se acredita que o futuro das
telecomunicações esteja nas transmissões sem fio, um mercado crescente.
O WiMax é um sistema de transmissão de dados, voz e imagens
em alta velocidade para aparelhos portáteis (laptops, palmtops e celulares) a
longa distância.
É diferente do Wi-Fi, que já existe no país e é usado em aeroportos, por
exemplo, por causa do alcance maior.
O Wi-Fi funciona num raio máximo de 100 m, enquanto o
WiMax atinge até 50 km, porque opera em freqüências diferentes (3,5
GHz e 10,5 GHz).
Entenda um pouco como anda esta briga:
Disputa de empresas
A discussão principal está em quais empresas podem participar do
leilão e prestar o serviço. Pelas regras iniciais do edital da Anatel (Agência
Nacional de Telecomunicações), as companhias telefônicas teriam restrições
para entrar no jogo.
Elas não poderiam comprar as freqüências nas regiões onde já têm concessão de
telefonia fixa. Nas outras localidades do país, as telefônicas estavam
liberadas para concorrer normalmente.
O argumento é que haveria muita concentração de mercado. As telefônicas
poderiam monopolizar a comunicação fixa e a móvel ao mesmo tempo. Somente três
empresas de telefonia já detêm cerca de 80% do mercado de Internet por banda
larga com fio. Elas fornecem o serviço por ADSL, os cabos telefônicos de sua
própria infra-estrutura.
Para prevenir esse monopólio, a Anatel divulgou em julho as regras com as
restrições e marcou o leilão. Mas, no dia 9 de agosto, o Ministério das
Comunicações decidiu tentar suspender tudo.
Depois Hélio Costa começou a defender que as teles fixas fossem liberadas para
participar do leilão sem restrições. "Se você começa a impor restrições aqui e
ali, você acaba dificultando o procedimento", disse então o ministro.
A suspensão do leilão, no entanto, não aconteceu, porque a Anatel não
concordou. Diante disso, o ministro Hélio Costa chegou a afirmar que poderia
emitir uma portaria para tentar cancelar os efeitos do leilão, se as teles não
participassem plenamente.
Uma disputa judicial começou nos últimos dias. As companhias de telefonia
conseguiram
liminar na Justiça para tentar
suspender o leilão na próxima segunda-feira. A Anatel informou nesta
sexta-feira que vai recorrer contra a decisão.
Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, a agência reguladora
considera que o edital original é "perfeito", porque evita o monopólio e
permite a concorrência.
Segundo a nota, o conselheiro da Anatel Pedro Jaime disse que "o formato da
licitação privilegia um dos pilares do modelo brasileiro de telecomunicações,
a competição, já que é uma ótima alternativa aos fios de cobre [de telefone],
atualmente exclusivos das concessionárias".
Luis Cuza, presidente-executivo da Telcomp (Associação Brasileira das
Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas), diz que a proposta
da Anatel favorece o consumidor justamente porque evita a concentração. "A
solução é inteligente e merece todo o apoio."
O advogado Miguel Bechara Junior também considera corretas as restrições às
teles. "É extremamente saudável, porque divide o mercado, evita a
concentração. Caso contrário, as telefônicas podem ficar com o monopólio da
comunicação."
Segundo Luis Cuza, a falta de mais concorrência na banda larga fixa, dominada
pelas teles, já impediu que houvesse um desenvolvimento maior e um serviço
melhor para o usuário.
"A oferta hoje é tão cara e tão pobre de velocidade. As companhias já estão aí
há vários anos e não melhoraram. Por que não? Porque não precisam, não
enfrentam concorrência. A única solução é haver novos investidores", diz Cuza.
Ele afirma que as teles querem evitar a chegada de novas empresas. Por isso
elas poderiam comprar as licenças, para tentar barrar outros investidores.
Segundo o presidente da Telcomp, a entidade tem empresas associadas em cidades
menores. São provedores de Internet que já prestam serviços com freqüências de
uso livre, mas que não têm qualidade tão boa. Com as novas freqüências, essas
empresas menores poderiam melhorar e atender o quadro de clientes já existente
e ampliá-lo.
O Ministério das Comunicações
nega que haja privilégios a empresas. A
associação que reúne as companhias de telecomunicações afirma que
não haverá monopólio.
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